Prontuário eletrônico precisa de backup?
Sim. O sistema de prontuário garante que a plataforma fique no ar, mas não substitui uma política de backup própria da clínica. Dado de saúde é dado sensível pela LGPD, com prazo de guarda de no mínimo 20 anos definido pelo CFM.
O que o sistema de prontuário já cobre
Plataformas de prontuário eletrônico mantêm a infraestrutura disponível e replicam dados entre servidores. Isso reduz o risco de o sistema sair do ar, mas não cobre exclusão acidental, conta comprometida, erro de configuração de permissão ou encerramento de contrato com o fornecedor do software.
Por que dado de saúde exige mais cuidado
A LGPD classifica dado de saúde como dado sensível (art. 11), com proteção mais rígida que a de dado comum. Sistemas com certificação CFM/SBIS registram trilha de auditoria: quem acessou, quando e o que foi alterado. E um incidente com esse dado, se trouxer risco relevante ao paciente, tem de ser comunicado à ANPD em três dias úteis (Resolução CD/ANPD nº 15/2024).
Quanto tempo guardar e como estruturar o backup
A Resolução CFM nº 1.821/2007 fixa prazo mínimo de 20 anos de guarda a partir do último registro do paciente, bem além do padrão de retenção usado em outros setores. Isso exige backup com retenção longa, cópia isolada do ambiente principal e teste periódico de restauração. Não basta confiar na nuvem do fornecedor do prontuário.
Fontes
Próximos passos úteis
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